Como resolver um problema de defeito na encadernação?
Como resolver um problema de páginas faltando ou invertidas?

Se o seu produto da Tribo veio com qualquer defeito, nós recomendamos que você o troque na loja onde ele foi adquirido. Se isso não for possível (se ele já estiver com páginas preenchidas, ou se você não tiver a nota fiscal ou simplesmente se apaixonou pela capa), faça o seguinte:

1- envie um e-mail para
contato@livrodatribo.com.br relatando o problema. Se for do seu interesse, nós trocaremos diretamente o seu exemplar por um sem defeitos.

2- no caso de páginas faltantes (ou invertidas) e de um livro já parcialmente usado que você não quer trocar, a solução é enviar o livro para o endereço abaixo e nos informar no contato@livrodatribo.com.br
 das páginas que faltaram e do seu endereço para devolução do livro reparado. A empresa Poloplástico, responsável pela aplicação das garras metálicas do livro, vai abri-las, inserir as páginas faltantes ou invertidas e reenviar o exemplar para você. Só não se esqueça de nos dizer quais as páginas e seu endereço, para nos assegurarmos que você receberá seu livro consertado.

O endereço:
POLOPLÁSTICO – A/C Tânia
Rua Aquiles Orlando Curtolo, 465
Barra Funda – São Paulo/SP
CEP 02513-000



A Tribo já produziu outros produtos além do Livro?
Existem outros produtos da Tribo disponíveis para compra?

Em anos anteriores produzimos índices telefônicos, cadernos, cartões, pôsteres, estojos de nylon, camisetas, adesivos, a revista Tambores da Tribo e a antologia poética Poesia Na Tribo - com textos de Alice Ruiz, Touché, Mário Pirata, Ricardo Silvestrin, Leila Míccolis, Ulisses Tavares e Martha Medeiros. Alguns destes produtos encontram-se periodicamente anunciados em nossa loja virtual.

A Tribo edita livros de terceiros?
Embora já tenham acontecido algumas iniciativas como o relançamento do livro O que é Capoeira, de Anand das Areias, o Poesia na Tribo, e o Diário de Bordo, a Editora da Tribo tem se limitado à produção do Livro da Tribo por uma questão de especialização e foco do projeto. Desta maneira, pedimos desculpas àqueles que nos procuram com a intenção de fazer uma parceria para levar adiante a produção do seu livro: nós não editamos outros livros, centramos nossa produção naquilo que criamos.

Onde está o calendário?
Todos os modelos possuem um calendário de cada um dos anos de abrangência da edição na última página do Livro (por exemplo, o modelo 2008/2009 vem com o calendário de 2008 e o de 2009).

Calendário menstrual: o Livro da Tribo é destinado a um público feminino?
Muitos homens interpretam a existência de um calendário menstrual nas páginas internas do livro como um direcionamento exclusivo ao público feminino. Ledo engano: estes meninos precisam rever suas posturas. Este componente da vida não pode ser visto como um território exclusivamente feminino. O calendário menstrual ajuda a identificar o período fértil, atrasos na menstruação e regularidade do ciclo e é uma ferramenta indispensável pelo seu potencial informativo. Vale lembrar que mais de 50% da humanidade pertencem ao sexo feminino, o que torna importante conhecer e ser cúmplice desta realidade do cotidiano das mulheres ao seu redor. Mesmo que sejam sua mãe, sua irmã, ou suas amigas.

Para que servem os textos de rodapé?
A função básica do texto de rodapé é gerar interatividade entre o leitor e o Livro da Tribo. Através dos rodapés, o leitor é convidado à reflexão, a desenvolver uma visão crítica ou ainda a fazer um exercício de criatividade.

Como a Tribo pesquisa e capta material para o livro (poemas, frases, ilustrações, fotos, etc) e quem são os colaboradores do livro?
Ao longo dos últimos anos, a mesma "ecologia humana" que permitiu à Tribo distribuir nacionalmente sua produção também favoreceu o desenvolvimento de vínculos com poetas, ilustradores, fotógrafos, artistas plásticos e outros profissionais da área gráfica. Todos os anos, recebemos destas pessoas uma infinidade de contribuições que passam a compor os nossos arquivos, e que se tornam fundamentais para o processo de seleção daquilo que vai entrar na edição seguinte.
Há uma permanente pesquisa de novos autores e novos materiais, em parte feitos pela equipe de criação, em parte originados pelas indicações dos próprios leitores que nos enviam este material através do site ou de correspondência. Toda contribuição, quando selecionada para publicação, seja de um leitor, de um poeta, fotógrafo, artista plástico, consagrado ou desconhecido, passa antes da publicação por um acordo e acerto de direitos autorais, normalmente pago em livros.

Receberei críticas ou comentários do material que enviar para a Tribo?
É virtualmente impossível analisar cada obra e devolver um comentário. Pelo volume de material que recebemos, pelo quão absorvente é o nosso ritmo de trabalho, não podemos nos comprometer a dar algum tipo de retorno. Os critérios de escolha também são bastante subjetivos: publicamos aquilo que nos toca, aquilo que gostamos, sem a pretensão de com isso afirmar que os nossos critérios possam definir o que é uma boa obra.

Como é o processo de produção do Livro da Tribo?
Os membros da Tribo cuidam diretamente da venda, cobrança, criação e manutenção do site da Editora, coordenando o trabalho de diversos parceiros que fornecem produtos e serviços para que o Livro da Tribo chegue até o leitor. As estampas das capas são executadas por uma equipe de criação, e as capas em tecido são feitas manualmente. A impressão é feita em gráficas contratadas conforme as especificidades do projeto gráfico.

Por que o Livro da Tribo não é impresso em papel reciclado?
Em duas ocasiões tentamos imprimir nosso livro em papel reciclado. Na primeira, o papel praticamente "desmanchava" na impressora rotativa, e tivemos que devolvê-lo ao fabricante. Na segunda, o fabricante fez um bom produto mas interrompeu a produção após a Eco 92, passada a propaganda ecológica
O fato é que inexiste um papel reciclado disponível no Brasil que tenha custos compatíveis com o papel convencional e que esteja disponível em forma de bobinas, formato adequado a impressoras de grande porte, denominadas rotativas, que, devido à quantidade produzida, são as únicas máquinas capazes de imprimir o Livro da Tribo. Importar papel reciclado, normalmente europeu, seria um contra-senso ecológico, pois trata-se de celulose provavelmente brasileira que passeia torrando combustível fóssil entre dois continentes.
Continuamos buscando um papel reciclado que permita a impressão de nosso livro sem a penalização do custo ao leitor, sabendo que o desenvolvimento de papéis nacionais reciclados de qualidade e competitivos é fundamental para que possamos ter uma perspectiva de conservação de nossas florestas.

Como está o preço do Livro da Tribo em relação ao mercado?
As cores internas (no miolo), a capa dura e o espiral são responsáveis por elevar bastante o custo do livro. Além disso, para poder publicar a maior parte das ilustrações, textos, fotografias, enfim, todo o material que vai compor o livro, nós pagamos direitos autorais.
Também não possuímos nenhum controle sobre os preços praticados pelos lojistas, que estimam suas margens de acordo com os custos do ponto de venda.
Mas, ainda assim, este preço está compatível com o valor de mercado de um livro. Comparado àqueles que são editados apenas em preto sobre fundo branco, fica visível o seu valor agregado. Faça a sua pesquisa: quanto você pagaria por um livro de 344 páginas impresso em uma cor (preto)? Percebe como o Livro da Tribo, mesmo com todas as características citadas acima, é comparativamente mais barato?

Qual é a forma jurídica da Tribo? É uma empresa, cooperativa ou o quê?
Já fomos procurados antes por pessoas e grupos interessados pelo tema autogestão, necessitando tanto de informações sobre os aspectos teóricos e sobre qual seria a forma jurídica mais adequada para um projeto autogestionário.
Em um país capitalista como o nosso, não existe nada totalmente adequado juridicamente para este fim. O sistema cooperativo é o que mais se aproxima da realidade autogestionária, mas ainda assim há muitos problemas que levaram a Tribo a optar por ser uma empresa convencional, no plano jurídico/fiscal. O número mínimo de pessoas que é necessário para se organizar legalmente uma cooperativa, por exemplo, é um obstáculo para a gente, e também para a ampliação deste tipo de iniciativa: enquanto no Brasil este número é 20, em países como a Espanha são necessários apenas 5 integrantes.
A legislação brasileira que regulamenta e dá incentivos às cooperativas é de 1971, período auge da ditadura militar, sem falar que boa parte das cooperativas brasileiras existem apenas enquanto forma jurídica, desvinculadas, no seu funcionamento interno, de um empreendimento autogestionário. A legislação brasileira dá ênfase às relações de propriedade que se estabelecem entre os membros de uma cooperativa e é pouco sensível à questão dos processos decisórios e das relações internas que se estabelecem no seio de um empreendimento cooperativo.
Existem ainda alguns tipos de cooperativas, conhecidas como "coopergatos", que não passam de uma artimanha do empresário para baratear sua produção às custas da supressão dos direitos trabalhistas dos operários. Trata-se de um processo de terceirização de uma etapa da produção utilizando os antigos funcionários que, demitidos, agrupam-se em uma cooperativa e prestam serviços para a empresa que os demitiu. Além de nenhum compromisso com a gestão e ideologia cooperativa, evidencia-se, nestes casos, a utilização da forma jurídica da cooperativa para agudizar ainda mais a exploração do trabalhador.
Por outro lado, questões como a necessidade de um estatuto, atas e assembléias, efetivamente os únicos mecanismos capazes de servir de freio e limites à manipulação do sistema cooperativo por interesses inescrupulosos, no nosso caso nos colocariam reféns de uma lógica burocratizante, tornando lentos os processos decisórios. Vale lembrar que a Tribo possui um número pequeno de componentes e uma dinâmica bastante ágil implementada ao longo dos últimos anos.
Assim, ainda que valorizemos inúmeras inciativas de cooperativas "legítimas" espalhadas pelo Brasil, optamos por uma forma legal mais descomplicada, embora também atada legalmente a uma concepção que está longe da que desejamos e que, se não favorece o processo de autogestão no projeto, também não o inviabiliza internamente.